Aos apaixonados

A nós, queridos apaixonados, desejo.

Desejo que não sejam arrancadas as esperanças quando o encanto acabar, que não nos culpemos pela energia e nem pelo tempo que gastamos. Que quando os olhos pararem de brilhar, as lágrimas venham livres pra não deixá-los secar. Que ao final de cada paixão, tenhamos tempo hábil pra arrumar a bagunça e preparar-nos para a próxima. Que não tenhamos medo quando os primeiros gelos na barriga e os frenesi chegarem. Desejo a nós que banquemos cada ventania com toda nossa garra e propósito, pra que a calmaria jamais se transforme em tédio. Que nos permitamos as experimentações todas, mas que nos perdoemos pelo dedo podre. Que tenhamos pensamento crítico pra produzir algo do que não pode virar cinzas. E, principalmente, que não percamos a capacidade de nos apaixonar jamais. Perdidamente, loucamente, estonteantemente, e pra sempre.

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